
Roda de Conversa: Romantização do excesso de trabalho e a precarização das condições de trabalho
Romantização do excesso de trabalho é a canalização de uma energia desproporcional para o ambiente de trabalho, sufocando outras áreas da vida, como a afetiva, social, familiar, pessoal, etc. Atualmente, ocorre a naturalização de longas jornadas e de situações precárias de ambiente de trabalho como se isso fosse necessário para ter sucesso (e como se o sucesso justificasse essas condições); O discurso das empresas “modernas” e de “startups” é de que a pessoa precisa vestir a camisa da empresa, seguir o propósito da empresa, como se aquilo conferisse sentido à vida da pessoa e em alguns casos isso pode criar uma situação de estresse extremo. Exigência de produtividade ainda maior no ambiente digital;
O discurso de que os jovens devem ser cada vez mais produtivos têm levado a maior aceitação para a flexibilização dos direitos trabalhistas; como por exemplo a aceitação de longas jornadas como um fator até mesmo de “status social”, pois “quanto mais se trabalha mais sucesso se terá”; Tem sido comum ver algumas empresas “inovadoras” oferecendo péssimas condições de trabalho (longas jornadas, pressão por resultados, etc.) em troca de “ambientes descontraídos” e “casual dress code”; Jovens mais propensos a aceitar a “exigência surreal do mercado” para não serem “acomodados”; pressão social para que se trabalhe muito. Alta taxa de desemprego entre jovens também é um fator que influencia a maior aceitação de condições de trabalho ruins;
Síndrome de burnout em jovens como consequência do trabalho excessivo; jovens frustrados; Foco excessivo em trabalho em razão do “mito da produtividade”;
